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Vale conclui a descaracterização da primeira das nove barragens a montante anunciadas no início do ano

Barragem 8B, localizada na Mina de Águas Claras

Localizada na Mina de Águas Claras, em Nova Lima, 8B não oferece mais qualquer risco de rompimento

28/11/2019 às 15h19

A Vale concluiu as obras de descaracterização da primeira das nove barragens a montante anunciadas no dia 29 de janeiro. Localizada na Mina de Águas Claras, em Nova Lima, a 8B teve suas obras iniciadas em 17 de maio. O objetivo é que nos próximos três anos todas estejam descaracterizadas ou com o fator de segurança adequado, sem oferecer risco às comunidades e municípios localizados abaixo das estruturas e ao meio ambiente.

Além da 8B, o projeto de descaracterização inclui as barragens Sul Superior (Barão de Cocais); Vargem Grande (Nova Lima); Fernandinho (Nova Lima); B3/B4 (Nova Lima); Grupo (Ouro Preto) e Forquilhas I, II e III (Ouro Preto). Em algumas estruturas estão sendo construídas barreiras de contenção a jusante para reforçar a segurança em caso de rompimento. As obras de descaracterização e de contenção estão orçadas em R$ 8,6 bilhões.

As obras para eliminar as características de barragem realizadas na 8B consistiram na remoção do alteamento que estava apoiado sobre sedimentos e na construção de um canal central com pedras para possibilitar o escoamento natural da água superficial. Antes de iniciada a obra, que gerou um total de 160 empregos diretos, toda a água superficial do reservatório foi retirada por meio de bombeamento. Para formar o enrocamento no canal central e no local onde ficava o barramento foi necessária a colocação de cerca de 50 mil toneladas de pedras.

 

De acordo com o gerente executivo do Projeto de Descaracterização, Carlos Miana, o principal desafio enfrentado na obra foi o transporte de um grande volume de pedras de forma segura até a 8B (localizada dentro da Mina de Águas Claras) e subir com o sedimento retirado da barragem. "Do pátio do estoque à barragem são quase 4 km de uma estrada de terra estreita, cheia de curvas e em forte declive. Graças à constante conscientização dos motoristas e de um rigoroso controle de segurança conseguimos concluir as obras, mesmo trabalhando dia e noite, sem nenhum acidente", informa Miana.

A área onde ficava a barragem também está sendo revegetada, o que permitirá uma reintegração mais rápida ao meio ambiente. Foi aplicada uma manta vegetal em uma área de 12.700 m2 e plantadas mil mudas de espécies nativas da Mata do Jambreiro, reserva de proteção permanente preservada pela Vale onde estava localizada a 8B. A estrutura contava com Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) e não possuía nível de alerta, de forma que os trabalhadores puderam acessar a barragem sem nenhuma restrição.

Com a conclusão das obras, estão sendo iniciados os processos de formalização da descaracterização junto aos órgãos estaduais e Agência Nacional de Mineração.

Números da Barragem 8B

Início da operação: 1974
Fim da operação: 2002
Capacidade total: 300 mil metros cúbicos
Número de empregos gerados: 160
Área revegetada: 12.700 metros quadrados
Mudas plantadas: 1.100
Altura do enrocamento:  1,5 metro
Volume de rochas usadas no enrocamento: 50 mil toneladas

Segurança reforçada
As demais barragens a montante também já estão passando por obras preliminares com o objetivo de rebaixar o nível de água das estruturas, antes do início da descaracterização propriamente. Intervenções como canais de cintura, que irão desviar a água de chuva, e a perfuração de poços fora da área do reservatório terão a função de evitar a contribuição de água subterrânea para o interior da barragem. Essas intervenções estão sendo feitas fora da área de risco para os trabalhadores.

Os trabalhadores que acessam as áreas próximas às barragens em nível 3 de emergência (Sul Superior, B3/B4, Forquilhas I e III), mas fora das Zonas de Auto-Salvamento (ZAS),  contam com sistema de segurança especial (uso de aparelho individual de localização via satélite, por exemplo), além de treinamento específico, equipe de prontidão de socorristas e apoio de ambulância.

Para realizar as obras de reforço no barramento das barragens em nível 3, a Vale está estudando alternativas como uso de veículos não tripulados (tratores, escavadeiras, caminhões, entre outros) com operação por acionamento remoto para acesso às áreas de risco.

"Durante todo o processo, a Vale e as empresas contratadas para as obras terão como prioridade máxima a segurança dos trabalhadores envolvidos, das comunidades próximas e a proteção ao meio ambiente. Tudo isso em permanente diálogo com poder público e a sociedade civil organizada", afirma o gerente executivo da Vale, Carlos Miana. Segundo ele, da mesma forma que ocorreu nas obras da 8B, a Vale irá tomar todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos trabalhadores.

 

Obras de contenção
Com a finalidade de proteger comunidades e minimizar o impacto ambiental em caso de rompimento de algumas das barragens a montante, a Vale está construindo três obras de contenção. Até dezembro deste ano, deverão estar concluídas duas barreiras localizadas a jusante das barragens Sul Superior, em Barão de Cocais, e B3/B4, em Macacos (Nova Lima). Já a obra de contenção do conjunto de barragens que reúne Forquilhas I, II e III, e Grupo, da Mina Fábrica, em Ouro Preto, deve estar concluída no final de fevereiro de 2020.

Centro de Monitoramento Geotécnico
Para reforçar ainda mais a segurança das suas barragens, a Vale mantém, na Mina de Águas Claras e na mina de Conceição, os Centros de Monitoramento Geotécnicos (CMG), cujo principal objetivo é monitorar suas estruturas geotécnicas  em tempo real. Para isso, os CMGs contam com avançadas tecnologias  que permitem a coleta de dados de instrumentação geotécnica de 88 estruturas, sendo 12 delas com equipamentos de monitoramento remoto.

O monitoramento é feito por meio de diversos instrumentos, como câmeras de vídeo com inteligência artificial, radar que detecta movimentações milimétricas, drones de inspeção, satélite, piezômetros (instrumento que mede a pressão d'água no maciço) e geofones (sensores para medir ondas sísmicas induzidas e naturais), entre outros. O serviço foi inaugurado em fevereiro de 2019 e no início de 2020 já planeja abranger mais de 100 diques e barragens.

 


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