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Aluno é ameaçado de morte no Marista Dom Silvério, em BH

Aluno do Colégio Marista Dom Silvério é ameaçado com faca e símbolos nazistas

O ocorrido expôs uma série de ameaças que o aluno e outros colegas relataram sofrer na instituição desde o início do ano

01/07/2022 às 19h14

Uma faca com suásticas desenhadas e o nome de um aluno foi deixada em uma carteira do colégio Marista Dom Silvério, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na última terça-feira (28/6), data que marca o dia do orgulho LGBTQIA+.

O ocorrido expôs uma série de ameaças que o aluno e outros colegas relataram sofrer na instituição desde o início do ano.

Assustado e com medo, o jovem, que é homossexual, ligou para a mãe e narrou o ocorrido.

Foi realizada uma reunião entre o estudante, os pais, coordenadores da escola e dois policiais, e também foi registrado um boletim de ocorrência. Segundo a vítima, existe um grupo de estudantes que ameaçam os alunos homossexuais desenhando símbolos nazistas e com mensagens de "cuidado gay".

A escola já havia sido informada sobre os ataques realizados pelo grupo, segundo afirmaram outros alunos, sendo que um deles já havia sido ameaçado de morte em outra situação.

Luciana, mãe do estudante ameaçado na terça

Luciana, mãe do estudante ameaçado na terça, e outros pais, criaram uma comissão para acompanhar os casos relatados e as medidas tomadas pelo Marista.

A escola demonstrou preocupação com a possibilidade de que, por trás dos adolescentes, haja um grupo nazista.
Em reunião com a comissão, realizada na tarde desta quinta-feira (30/6), o Marista se comprometeu a aumentar a segurança do corredor e a atuação de orientação pedagógica para esses alunos, segundo informado pela mãe do estudante.

Em nota, a escola informou que "atendeu a família e o aluno e presta o apoio necessário no caso. A instituição registrou um boletim de ocorrência e abriu um processo interno para apurar o ocorrido".
Desde o acontecimento, o jovem tem apresentado crise de ansiedade e afirmou que nenhuma medida efetiva para que as ameaças cessem foi tomada pela instituição de ensino.

"É imprescindível a escola descobrir o aluno que está agindo desta forma. O caso é grave demais para ficar só por conta da polícia", afirmou a mãe.

Leia a nota do Colégio Marista Dom Silvério na íntegra:

 Colégio Marista Dom Silvério informa que atendeu a família e o aluno e presta o apoio necessário no caso. A instituição registrou o Boletim de Ocorrência e abriu um processo interno para apurar o ocorrido.
A Instituição Marista repudia e combate qualquer atitude ou manifestação violenta e de preconceito em sua comunidade educativa, onde reforça sua missão de educar com valores e formação humana, ou em qualquer outro ambiente.
 

Fonte:Estado de Minas


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