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Água do rio Doce pode ser consumida depois de tratada


13/10/2020 às 08h12

A água do rio Doce pode ser consumida após tratada, sem risco para a saúde da população. O processo necessário para que ela seja potável é padrão. Ou seja, o mesmo que a água de qualquer rio, do Brasil ou do mundo, precisa passar para ser usada com segurança.

Atualmente, o rio Doce é enquadrado como classe 2 pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que é a mesma classificação de antes do rompimento da barragem de Fundão. Isso significa que sua água pode ser utilizada para consumo animal, irrigação, recreação e, após tratamento, para consumo humano.

A bacia do rio Doce é a mais monitorada do país. São 92 pontos de monitoramento e 22 estações automáticas instaladas em mais de 650 quilômetros de rios e lagoas em dois estados e 230 quilômetros ao longo das zonas costeira e estuarina do Espírito Santo. Estações de monitoramento automático fornecem informação em tempo real. Anualmente, mais de três milhões de dados são gerados e compartilhados com órgãos públicos que regulam e fiscalizam as águas do Brasil. São esses dados que permitem avaliar a qualidade da água. 

“O rio está respondendo aos estímulos e ao trabalho desenvolvido pela Fundação Renova para melhorar a qualidade da água.”     Rachel Starling Diretora de Programas Socioeconômicos
e Ambientais da Fundação Renova

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A atual qualidade da água da bacia do rio Doce é um dos resultados do trabalho com os rejeitos que se espalharam pelo rio Doce e seus afluentes. Entre as ações realizadas estão a aplicação da tecnologia de renaturalização, que havia sido usada com sucesso no rio Tâmisa (Reino Unido), e das pioneiras Estações de Tratamento Natural (ETNs). Ambas são utilizadas para melhorar a qualidade da água do rio Gualaxo do Norte, curso d’água mais afetado pelo rompimento e um dos principais afluentes do rio Doce. Leia mais

Saiba mais como funciona a renaturalização na entrevista com Kátia Regina Chagas, bióloga, especialista em restauração fluvial e pesquisadora sênior da Aplysia, empresa responsável pela aplicação da tecnologia no rio Gualaxo do Norte:

 


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