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A reparação da bacia do rio Doce é um trabalho de proporções inéditas. Conheça os resultados até aqui


04/09/2020 às 10h38

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Reparar os danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015, é um processo de proporções inéditas. Os trabalhos vão de Mariana, em Minas Gerais, à foz do rio Doce, no Espírito Santo. Até julho de 2020, foram desembolsados mais de R$ 9 bilhões na reparação e compensação. A Fundação Renova, responsável por essas ações, tem mais de 7 mil colaboradores diretos e terceirizados além de contar com o apoio de mais de 25 universidades e 40 ONGs.

A plataforma A Reparação até Aqui traz os resultados de diferentes frentes, como indenização, soluções para o rejeito, qualidade da água e construção de cidades para os reassentamentos.

São várias as tecnologias empregadas nas soluções para os rejeitos da barragem de Fundão, que impactaram cursos d’água, solo e nascentes, além de 670 km do próprio rio Doce e sua foz, no litoral do Espírito Santo. Mais de 80 especialistas do Brasil e do mundo foram reunidos pela Renova para desenvolver o Plano de Manejo de Rejeitos. Além disso, startups e empresas foram convocadas a desenvolver estratégias inovadoras para recuperar a bacia do rio Doce. Saiba mais sobre as soluções para o rejeito.

 

A água do rio Doce pode ser consumida sem risco após passar por tratamento convencional em sistemas locais de abastecimento. É isso que indicam os mais de 3 milhões de dados gerados anualmente pelo maior sistema de monitoramento de cursos d’água do Brasil, criado pela Fundação Renova em 2017. A análise da água e de sedimento de diferentes pontos do rio, zona costeira e estuarina aponta que as condições da bacia são similares às de antes do rompimento. Conheça o trabalho de monitoramento da água.

Desde que foi criada, há cerca de quatro anos, a Fundação Renova vem trabalhando na construção de soluções indenizatórias para ressarcir os atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão. Os pagamentos aos atingidos pelos danos comprovados de suas atividades econômicas, pela falta de abastecimento de água potável ou danos morais, materiais e perda de lucro após o rompimento da barragem são realizados pelo Programa de Indenização Mediada (PIM). Acesse os números da indenização até aqui.

 

Ruas pavimentadas, bens coletivos em etapa final e casas em conclusão dão forma às cidades que são construídas para os reassentamentos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, em Mariana (MG), e Gesteira, em Barra Longa (MG). Os terrenos foram eleitos pelas comunidades. Cerca de 470 famílias participam da elaboração do projeto de seus novos lares e acompanham as etapas da construção. O processo, que busca restabelecer modos de vida, é único no mundo. Veja como estão as obras os reassentamentos.

 

 

A Renova promove ações estruturantes na bacia do rio Doce. São oferecidos apoio técnico e capacitação para que os 39 municípios atingidos desenvolvam projetos de saneamento para os quais são disponibilizados R$ 600 milhões para a execução. Além disso, R$ 830 milhões estão sendo repassados a governos estaduais e prefeituras para a criação do Distrito Industrial de Rio Doce (MG) e a reestruturação de 153 km de estradas e de 900 escolas, além da conclusão das obras do Hospital Regional de Governador Valadares (MG). Leia mais sobre os investimentos realizados.

 

Apoiar o fortalecimento e a ampliação de cadeias produtivas e elos da economia local que foram impactados é parte do trabalho de reparação. A Fundação Renova tem trabalhado em várias frentes nesta área. O leque de ações inclui linhas de financiamento para micro e pequenas empresas, contratação de empresas e mão de obra locais, assistência para que produtores rurais retomem a capacidade produtiva e cursos de qualificação profissional, entre outras. Saiba mais sobre o apoio à economia local e a retomada da produção.

 

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